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Marvin

  As flores na janela dançam como em um baile, o vento frio de um dia cinza que conduz a dança em uma forte melodia uivante me levanto, vou ate la respirando o ar gelado que se acomoda em minha alma fria, dou uma olhada para baixo como quem procura algo que não perdeu e tudo que vi foi um ser caminhando fragilizado pelo frio, vesti a primeira coisa que encontrei e chamei a criatura que caminhava com passos mancos, era um cão ferido, pelo jeito também estava de coração mais ferido que o corpo. Entramos e depois de um banho aquecido ofereci um rango qualquer na geladeira, enquanto ele comia com um olhar desconfiado pensei que nome ele merece ter? pensei em todos nomes possíveis e improváveis mas o único que ele acetou foi Marvin, o céu ainda estava cinza porém precisávamos de uma caminhada.
  Então saímos lado a lado, para uma mesma direção pela calçada, o olhar desconfiado foi sumindo no caminho, ele corria e parava me olhava como quem estivesse pedindo para acompanhar, talvez quisesse me levar para algum lugar,  pensei "que seja", vamos ver onde isso vai dar, tentamos correr mas em alguns minutos já estamos mancando e quem passava achava graça em ver duas criaturas caminhando lado a lado do mesmo jeito.
  Perguntavam se ele me pertencia e a cada sim ele me lambia acho que era um agradecimento.
  Horas andando sem parar chegamos finalmente a um belo lugar era um parque botânico cheio de cães e seus donos, bem perto uma cafeteria simples e boêmica, ele me empurrou 
até lá e saiu correndo pelo parque. Antes que eu pudesse falar a garçonete trouxe um perfeito café, a moça estava sozinha e enquanto esperava o Marvin voltar começamos a conversar, entre conversas e cafés ele vinha pegar algo para comer e voltava ao parque para caminhar, ela disse que já o conhecia no entanto nunca o tinha visto bem, ele sempre parecia triste e deprimido como alguém de coração partido e sempre dava a ele o que sobrava de seus clientes mas ate hoje nunca o viu tao contente, contei como o conheci e os olhos dela sorriram para mim, ela olhou no relógio e disse que já era tarde, me ofereci como companhia ate aonde ela iria, dei um forte assovio e Marvin trouxe com ele uma flor na boca cheia de baba mas sem espinhos, deixou aos pês da moça que o agradeceu dando lhe um beijo, me deixando cheio de inveja, mas tudo bem ele merecia, fomos caminhando devagar até chegar em seu lar.
  Em sua porta ela ofereceu uma bebida quente antes de entrar nos viramos, cruzamos nossos olhares e compartilhamos de um arrepio que pude ver ao observar seu pescoço, naquele instante era como se o tempo tivesse parado, pude perceber que o melhor momento do beijo talvez não seja em
 si o próprio beijo e sim o momento que nos leva a ele, o momento antes dos lábios se tocarem, e após este pensamento, em fim nos beijamos, Marvin que estava a alguns passos de distância se aproximou latindo, um pouco desajeitados abrimos a porta e entramos, o final da historia não sei ao certo deixa o tempo nos contar como esse dia vai acabar.

Comentários

  1. Gostei! O desenrolar foi interessante, me surpreendeu, não esperava o envolvimento com a moça. Ficou tudo muito bom!!!

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  2. Olá, tudo bem?
    Gosto muito da forma em que coloca suas palavras nesses textos tão incríveis.
    Um beijo.

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  3. Oii
    Que bela caminhada com o cão. Reflete o sentimento de amizade que existe entre o homem e o seu melhor amigo.
    Bjo

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  4. Oie amore,
    Nossa que lindo, me emocionei do outro lado da tela aqui.
    Que belezura de palavras, muito bem escritas e tocantes.
    Obrigada por me proporcionar um texto tão lindo nesse final de feriado aqui em São Paulo!
    Beijokas!

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  5. Olá!
    Que texto mais lindo! Já disse uma vez que gosto muito dos seus textos e que você escreve muito bem, se falar de novo vai ficar repetitivo, mas essa é a verdade <3
    Beijos

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  6. Olá! Parabéns pelo texto! Bonito, sincero, cheio de sentimentos. Passa para o leitor toda alma do escritor. Parabéns!

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  7. Que texto incrível! Você escreve muito bem, já quero mais <3

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  8. Excelente conto, gostei muito... Amo histórias de cachorro, me lembrou um pouco as peripécias de "Marley e Eu". Excelente a forma como você nos cativa na leitura.

    Eu escrevo contos também, vou indicar um pra você, o que eu mais gostei de escrever:

    franklinsousa.com.br/o-misterio-da-rua-15/

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  9. Gostei do seu texto, porém senti dificuldade na leitura devido a falta de vírgulas, e algumas vírgulas fora do lugar, O desfecho teria sido melhor se você tivesse dado um "final."
    Mas a história ficou muito bacana...

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  10. Olá,

    Mais uma vez você arrasou no texto, conseguindo passar todas as emoções que desejava. Essa relação única que temos com os animais, especificamente com os cachorros é fenomenal. Com os bichos conseguimos compartilhar coisas espetaculares e uma simples ação pode mudar a nossa vida e de um animal de rua.
    O que mais gostei foi do final, pois você deixou que o leitor imaginasse o seu próprio final, desse um desfecho e criasse a própria história. Já imaginei eles casando, o Marvin arrumando uma companheira e tendo um monte de filhotes. O filho do casal sempre bagunçando e andando pelo chão, e o Marvin sempre alerta para ele nçao se machucar. (Sim, eu penso demais haha).

    Beijos!

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  11. Olá.
    Que texto encantador.
    Começou de uma forma muito tocante, com o personagem ajudando o cachorro e terminou de uma forma bem poética.
    Gostei.
    Abraços.

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  12. Olá
    Gosto da maioria dos seus textos e esse eu curti demais.
    Adoro textos que tem junto um bichinho de estimação, adoro eles tanto na realidade quanto em ficção.
    Continue sempre escrevendo.
    Beijuh

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  13. A princípio pensei estar em uma narrativa de Yelsen, mas confesso que a história se acomodou no bem provável, o final aberto como em só em conto conseguimos encontrar foi o que retomou o ar de mistério perdido no caminho. Foi uma boa história!

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  14. Adorei o texto!
    Confesso que não sou muito fã de textos ''poéticos", mas gostei do modo como escreve!
    Beijos!

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  15. Oi, tudo bem?

    Gostei da sua escrita; foi rápida e envolvente de verdade *-*

    Gostei dessa história de amor, cuja cachorrinho foi o cupido... uma ótima história <3

    Beijos! ;*
    ❤ Letras Eternas

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  16. QUe texto mais lindo.
    O amor de uma animal para com o humano, o fogo de uma paixão que nasce das boas atitudes, acho que todo mundo precisaria ler um texto assim todos os dias, quem sabe o mundo não seria mais romântico.
    <3

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  17. Achei esse blog muito interessante! Parabéns pelo trabalho que faz aqui! Ótimo texto!

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  18. Marvin me conquistou desde o início, a forma como você escreve é super envolvente. Essa crônica ficou muito boa!!!
    Beijos

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  19. Rapaz, vou ser obrigado a nadar contra a corrente... Achei o texto pouco fluido, as coisas ocorrendo em uma sequência pouco lógica e sem muita razão de ser, abruptamente mesmo.
    Talvez devesse investir em uma revisão de texto mais criteriosa também ;)

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  20. Lindo texto, como uma pessoa apaixonada por palavras, achei que você escreveu muito bem.
    Beijos!
    http://vaiumspoilerai.blogspot.com.br/

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  21. Olá!
    Seus textos são incríveis, como sempre.
    Gostei de ler ele e fiquei contente por saber que você escreve tão bem.
    Imaginei tudo exatamente o que aconteceu ao ler seu conto e espero ler cada vez mais.
    Beijos

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  22. Olá, lindo texto, continue sempre postando porque seus textos são ótimos. Parabéns !

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  23. Olá,
    que lindo o texto... depois de ler tantas resenhas literárias é quase como um sopro de ar novo ler um texto diferenciado. Parabéns pela criatividade.

    Beijokas

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  24. Concordo com o colega do Coletivo Poesia Marginal, embora a essência da história seja tocante, a forma como ela foi escrita carece de fluidez.
    Também recomendo uma revisão de texto mais cuidadosa, ausências de vírgulas e pontos que prejudicam o andamento da leitura, mas, o conteúdo é interessante.

    O Mundo Em Cenas

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