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Pedaladas Part I


   Lá estávamos, eu e meus parceiros, andando pelas docas com nossas bikes, aquela vibe me seguia em todos os momentos de minha vida, eu adorava aquilo, nós sorriamos, tirávamos um sarro, num instante, um descuido, um olhar para trás e o incidente, uma van ultrapassa o farol , saiu do beco e ouço uma buzina, sem tempo de reação, me vejo no chão, minha bike danificada, e uma van próxima a meu corpo imóvel ao chão, não consigo me mexer, talvez seja fraqueza, tento chamar alguém , mas minha boca nem abre, Som de uma sirene pulsa meus ouvidos, aumentando cada vez mais, ao meu redor, em pé olhares de tormenta por todos os lados.
  Me esforço para sorrir, mas meus olhos se fecham.
  Sem perceber, abro os olhos, acordo em uma cama, cabos em meu nariz, fios sobre meu peitoral, não estou entendo nada, ao me levantar, um sino toca, chega alguém, uma enfermeira, ela me olha, seu linguajar motivador não cura minha dor, sinto uma dor estrondosa sobre minha perna, mas ela não se mexe, ela coça, faço um esforço e não consigo alcança-la,
  Ted meu irmão, se levanta do banco, acena com a cabeça. e logo entendo o ocorrido, minha perna... Meus olhos doem, me olho no espelho, vermelhos, mal consigo abri-los. meu corpo dói, minha cabeça parece explodir, só quero que pare.
  Outros parceiros chegam ao quarto, atenciosos, tentam puxar alguma piada, mas estou com dor de mais para sorrir, ainda que tenha sido engraçado. semanas se passam, semanas árduas. hoje, será o meu primeiro "rolê", marcaram uma festa em meu nome, curtir a noite toda, estou de volta, mas na porta, já consigo reparar em seus olhos. não estou completo, falta algo, festa bacana, Ted cismou de pular do telhado ao chão com sua nova bike, testar seu amortecedor talvez? bom, o momento da festa chega, e todos ficam quietos, confio em suas capacidade, mas agora estou receoso, algo que nunca tive, medo. minha perna treme mesmo sabendo que não há nada lá

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